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13/06/2019

5 Passos para Eliminar Interferência no Traçado do ECG (Guia Rápido)

Você já passou pela situação de tentar realizar um Eletrocardiograma e o traçado sair tremido, com linha de base oscilante ou cheio de ruídos? A interferência no ECG é um dos problemas mais frustrantes na rotina cardiológica, podendo atrasar diagnósticos e mascarar patologias.

Muitas vezes, a culpa recai sobre o aparelho (eletrocardiógrafo), mas em 90% dos casos, o problema está na interface paciente-eletrodo. Neste guia prático, vamos direto à raiz do problema e ensinar como obter um traçado limpo e profissional.


1. Preparo da Pele: O "Segredo" do Sinal Limpo

A causa número 1 de ruído é a má condução elétrica devido à oleosidade e células mortas da pele. O eletrodo precisa "enxergar" o sinal elétrico do coração, e a pele suja age como uma barreira isolante.

  • A Solução: Não basta passar um algodão seco. Utilize álcool 70% ou éter com uma gaze, friccionando levemente até a pele ficar levemente avermelhada (hiperemia). Isso remove a camada córnea isolante.

  • Tricotomia: Se houver excesso de pelos, não hesite: a tricotomia (raspagem) é obrigatória para que o adesivo ou a ventosa toque a pele, e não o pelo.


2. Eletrodos Oxidados: O Inimigo Silencioso

Você usa eletrodos de ventosa (perinha) ou clipes antigos? Observe a parte metálica. Se ela estiver escura, zinabrada ou com manchas de ferrugem, jogue fora. A oxidação cria uma resistência elétrica altíssima. Tentar "lixar" o eletrodo (usando Bombril ou lixas) é um erro fatal: você remove a camada de prata/cloreto de prata (o sensor real), deixando apenas o metal base exposto, que oxida ainda mais rápido e gera mais ruído.

  • A Regra: Eletrodos reutilizáveis são duráveis, mas não eternos. Se oxidou, troque por um Jogo de Eletrodos Novos.


3. O Poder do Eletrodo Descartável

Se você precisa de um traçado de "cinema" ou está fazendo um exame difícil (paciente trêmulo, idoso), considere migrar para Eletrodos Descartáveis. Por serem novos a cada uso e possuírem gel condutor fresco e protegido, eles garantem a melhor impedância possível. São o "padrão ouro" para evitar retrabalho.

  • Dica: Prefira modelos com sensor de Prata (Ag/AgCl) e espuma de alta densidade, como o Medpex MP43, que isolam o sinal de interferências externas.


4. Cabos de Paciente: Verifique a Continuidade

Às vezes, o vilão é um fio partido internamente.

  • Teste Rápido: Com o exame rodando, mexa suavemente no cabo perto do conector do aparelho e perto do paciente. Se o traçado "pular" violentamente na tela ao mexer no fio, é sinal de mau contato interno (fratura do cabo).


5. Filtros e Aterramento

Verifique se o "Filtro Muscular" (geralmente 35Hz ou 60Hz) do seu aparelho está ligado. Além disso, certifique-se de que a maca não está encostando na parede ou em cabos de energia, pois a rede elétrica pode gerar interferência de 60Hz (aquele serrilhado fino e constante).

Conclusão e Manutenção Diária

Para evitar dor de cabeça amanhã, cuide dos seus materiais hoje:

  1. Lave os clipes e ventosas com água e sabão neutro logo após o uso.

  2. Nunca deixe gel secar no metal.

  3. Seque bem antes de guardar.

 

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Não deixe um material barato comprometer a qualidade do seu laudo médico!